quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Efeito Fênix.

Sabe o que eu acabei de ver? A inocência de um ser humano encontrando seu sonho. Foi lindo ver, lindo mesmo! Aqueles olhos brilhando, aquele ar de redenção, de finalmente! Mas não pode... Porque ele tava sendo verdadeiro demais! Porque ele tava incomodando por ser pleno. Olha só o tanto de traições que estão esperando dar o bote, olha isso!


Ajuda? Pra que ajudar? Ele nao é pleno? Autosuficiente? Agora que ele admite ser humano, nós vamos perder a oportunidade de ver se ele sente dor? Não podemos, sob égide nenhuma, perder esse momento, é unico e vai dar muita audiência!

E, assim, como num documentário de vida animal, aqueles predadores peçonhentos mordem a presa... Mordem a presa, que naquele momento está fragilizada. Não existe outra palavra, não há defesa, é total a falta de noção daquela pessoinha tão incomodativa de se defender para aquele momento.

E ai você me pergunta... O que aconteceu? Aliás, tudo isto acontece pra se saber o que, realmente, pode acontecer! Pois são pessoas raras, praticamente extraterrestres, irreverentes e que nunca demonstram a falta de posição ou segurança, por simplesmente serem o que são.

É aí que tá, o ditado não muda: O que não mata, fortalece! E fortalece muito! Decepção, acredite leitores, não mata, só ensina a viver. E quem disse que a vida nasceu pra ser confortável? Acorde para cuspir agora, meu caro! Viver, se ninguém lhe falou, preste atençao, é desconfortável. Senão ninguém estaria aqui, é simples.

E além de fortalecer, ensina. Portanto, se você conseguir imaginar os meus olhos olhando para bem dentro dos seus olhos, neste momento, imagine, então, eu, balbuciando estas palavras: Tenha vergonha na cara! Você não achou nada no lixo! Não mendigue afeto! Amor é uma coisa somada e, não, dividida!

Eu não estou brincando. Estas palavras sairam de um popular sábio que, também, foi envenenado por estas pessoas ignorantes e, mesmo assim, continua vivo por aí vagando no pensamento dos bons pensadores. Por isso, não tenha medo de ser quem você é, por uma questão simples, não dá e não adianta!

Só pra concluir, aquele ser humano cristalizado e inocente do começo da história não morreu. Ele foi ferido, machucado, apedrejado, mas continua "vivinho da Silva". E o melhor, além de vivo, continuou forte e mantendo a mesma severa verdade que a sua vida tinha. Continuou incomodando também. Principalmente as mesmas incógnitas. Por quê? Imagine só. Com artifícios tão letais, não conseguir matar na unha um serzinho naquele momento fragil daquele... Deveria ter sido uma vergonha! É cômico pra quem se elabora tanto para causar a maldade.

Por isso eu digo, tem gente de tudo quando é tipo nesse mundão a fora. Eu sou daquela gente que respira, que olho pra cima dando graças a Deus, que abraço junto com a verdade. E só pra constar, assim como esta vítima, eu ainda brilho meus olhos, eu me rendo, as vezes sou atacado, mas nunca conseguem me matar! Não adianta, não é pra qualquer um ter este efeito fênix... E que fique a dica.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Dói.

Dói. Dói dizer que outro dia pensava naquela foto. Aquela foto que você tinha me dado um dia numa conversa qualquer e que ficara marcada pra sempre cravada no meu peito.

Não consigo negar: Eu sinto saudades do meus romances policiais. Sinto saudade das armas, dos rompimentos, das loucuras, das discussões, dos melodramas não sábios que eu tanto intentava e você um tanto aprendia.

Eu, hoje, vivo minha vida e você vive a sua, aí, em qualquer lugar distante que, sem eu menos saber o que se passa pela sua cabeça. Mas, da minha cabeça, não largo o pensamento de pensar na sua. Não sei se isso é uma doença, um fado, um destino, um carma, eu não sei!

Eu só sei que, com tanto tempo de convivencia corrompida, tanto tempo de desatino e desalento com uma pitada de sentimento, eu estou aqui a me perder na madrugada, na exata uma da manhã a pensar em você, a pensar se você dormiu bem, a pensar nas saudades de um dia ter te dado um oi ou um bom dia... E eu me perco. É nessa sensação de sentir falta de algo que eu nem mesmo sei se tenho falta. E, se sei que tenho ou o que é, por mais que eu saiba de algo, é como se eu não soubesse de nada.

Quem me dera acabar por aí, ainda existem os suspiros. Eu suspiro todo dia pensando e falando: Meu Deus! Como posso ser tão sentimental ao ponto de pensar numa pessoa que eu nem sei se pensa em mim? E isso me intriga, intriga na terapia, dentro da minha casa, na hora que eu descanso, isso me intriga dentro da minha alma.

É como se fosse de outras vidas, é como se essa admiração fosse sorrateira vindo lá de trás. Mas, hoje, eu prefiro guardar pra mim. Seria muita loucura querer o que nesse plano não me é pretendido. É como se fosse totalmente compreensível não poder ter aquilo que se ama, porque, por mais que você seja objeto deste amor, você não é o sujeito dele e acabou, você não faz parte!

O que me resta? Eu volto a respirar e tento, conseguindo, em alguns instantes, ser feliz, e sou feliz. Saiba que ter esse sentimento guardado dentro de si não significa infelicidade, não padeça dessa tamanha ignorância, não caia nesse errado pensamento, todos, até os felizes, podem sentir isto que eu sinto, tenho certeza absoluta!

E por isso eu agradeço: Muito obrigado! Muito obrigado, mesmo de longe, por me fazer sentir vivo!